O mercado financeiro internacional registrou fortes oscilações nesta segunda-feira (26), após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). O dólar abriu em alta superior a 8%, voltou a ultrapassar R$ 5 e foi acompanhado por quedas expressivas de ações brasileiras negociadas no exterior.
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a moeda norte-americana iniciou o dia sob forte pressão de alta, enquanto os contratos futuros do real e os recibos de ações brasileiras negociados em Nova York registraram perdas significativas.
No pré-mercado norte-americano, o fundo de índice EWZ, que acompanha ações brasileiras, chegou a recuar mais de 26%. Entre as empresas afetadas estavam grandes bancos, como Itaú e Bradesco, além da Petrobras e do Nubank.
A reação ocorreu após o resultado eleitoral contrariar as expectativas de parte dos investidores, que apostavam em uma mudança de governo. Nas semanas anteriores, a possibilidade de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) havia contribuído para a valorização de ativos brasileiros.
Entre as principais preocupações do mercado estão as perspectivas para as contas públicas, o crescimento da dívida do governo e a condução da política fiscal durante o próximo mandato.
A elevação dos juros futuros também entrou no radar dos investidores. Taxas mais altas podem encarecer o crédito, aumentar os custos de financiamento das empresas e influenciar as decisões de investimento.
A atenção agora se volta à abertura e ao desempenho dos mercados brasileiros, especialmente do dólar e da Bolsa de Valores. A intensidade da reação dependerá da evolução das negociações e dos sinais que o governo apresentar sobre a condução da economia.