Baixa cobertura vacinal aumenta o risco de reintrodução da doença no Brasil; autoridades reforçam a importância de manter a vacinação em dia.
A cobertura vacinal contra o sarampo no Brasil acende um alerta para as autoridades de saúde. Nenhum estado brasileiro atingiu a meta de vacinação, enquanto o registro de surtos da doença em países vizinhos aumenta a preocupação com a possibilidade de novos casos no território nacional.
O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar, por meio de partículas liberadas quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. A infecção pode provocar febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite, além de complicações graves, principalmente em crianças pequenas e pessoas com a saúde mais vulnerável.
A principal forma de prevenção é a vacinação. No Brasil, a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, faz parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) e está disponível gratuitamente nos postos de saúde.
A preocupação aumenta diante da circulação do vírus em outros países das Américas. Como há deslocamento frequente de pessoas entre as fronteiras, casos importados podem favorecer a transmissão em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Diante desse cenário, a orientação é que a população verifique a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para conferir se as doses estão atualizadas, conforme a faixa etária e as recomendações do Ministério da Saúde.
Manter a vacinação em dia é fundamental para reduzir a circulação do vírus, proteger as pessoas mais vulneráveis e evitar a ocorrência de novos surtos no Brasil.